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NR-1

NR-1 2026: o guia completo.

A partir de 26 de maio de 2026, riscos psicossociais entram formalmente no PGR. Quatro obrigações novas, responsabilidade solidária da diretoria, multas até R$ 670.800. Aqui está o que muda — e o que a empresa precisa estar pronta para provar.

Guia 11 min de leitura Maio de 2026

A Portaria MTE nº 1.419/2024 reescreveu a NR-1 — e a vigência começa em 26 de maio de 2026. A norma deixou de ser sobre EPIs e gestão de riscos físicos: passa a incluir, em pé de igualdade, os fatores de risco psicossocial. Carga, autonomia, liderança, relações, reconhecimento, exigências emocionais — tudo isso vira matéria de fiscalização.

Não é mudança de wording. É um novo capítulo do que o MTE pode autuar.

As quatro obrigações novas

  1. Mapeamento dos riscos psicossociais no PGR — Programa de Gerenciamento de Riscos. Não basta listar — tem que medir, com instrumento validado.
  2. Metodologia auditável — o COPSOQ III é a referência aceita internacionalmente. Avaliações genéricas de "clima" não substituem.
  3. Plano de ação por risco identificado — cada fator em risco alto exige intervenção documentada com prazo, responsável e indicador de eficácia.
  4. Responsabilidade solidária da diretoria em caso de autuação. Não é mais "problema do RH".

O que "auditável" significa pra fiscalização

Um auditor do MTE pede três coisas: como você mediu, quem você mediu, o que você fez depois. Cada uma tem que ter origem e data.

Score baixo num diagnóstico mal feito é pior que score alto num diagnóstico bem feito. O auditor não está caçando companhias com problema — está caçando companhias sem método.

Multas — a aritmética

Faixa de multa por descumprimento
Mínima   R$ 6.708  ·  por trabalhador exposto
Máxima  R$ 670.800  ·  por auto de infração agravado

Responsabilidade  solidária  ·  diretoria estatutária
A multa não é o maior risco. O maior risco é a responsabilidade solidária: membros da diretoria respondem com patrimônio pessoal em caso de autuação por reincidência ou agravamento. A NR-1 colocou o tema na pauta do Conselho — não da diretoria de gente.

O cronograma de fiscalização

A ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho, em Portugal) e o MTE (no Brasil) já operam em ciclos de fiscalização proativa. O modelo previsto pelo MTE para a NR-1 psicossocial:

O que provar, em três níveis

  1. Existência: "Sim, fizemos diagnóstico." → PGR com seção psicossocial + relatório do instrumento.
  2. Cobertura: "Mediu quem?" → tabela amostral por departamento/turno + N e taxa de resposta.
  3. Ação: "E daí?" → plano de ação para cada risco alto + status + reavaliação com data.

Quem chega na auditoria com os três níveis documentados sai sem multa. Quem chega só com o nível 1 ("fizemos uma pesquisa de clima") é autuado.

O Método Tabular Viva

NR-1 do diagnóstico ao plano, auditável

O Método aplica o COPSOQ III nas 7 dimensões exigidas, gera o score por departamento, monta o plano de ação por fator em risco alto e entrega documentação pronta para auditoria do MTE — relatório técnico, evidência amostral e cronograma de reavaliação. Diagnóstico que sobrevive a uma pergunta de fiscal.

O erro mais comum

Empresas que tratam a NR-1 psicossocial como extensão da pesquisa de clima. Não é. Clima mede percepção; NR-1 mede exposição a fator de risco. São objetos diferentes, com instrumentos diferentes e consequências regulatórias diferentes. Confundir os dois é o que sobra na mesa do auditor.

A norma entra em vigor com data marcada. A pergunta para a diretoria não é mais "se vai fiscalizar" — é "como vamos estar prontos quando fiscalizar".

Sua empresa está auditável para a NR-1?

O diagnóstico gratuito aplica o COPSOQ III nas 7 dimensões da NR-1 e entrega o relatório no formato exigido pelo MTE.

Fazer o diagnóstico →